Let it go and, keep walking.

“Chega uma hora que você tem que colocar na cabeça que certas coisas não têm volta. Que o que terminou, apenas terminou e ficou lá atrás, em um passado – talvez recente, mas não deixa de ser passado. Confusões fazem parte, mas chega um certo ponto, que temos que nos direcionar. Ter foco, um rumo. Necessitamos traçar um caminho, para que possamos segui-lo sem arrependimentos depois.
Tanta coisa boa que já vivemos, mas a cada dia que passa, apenas tento colocar na minha cabeça que não podemos nos entristecer por tudo que acabou, mas devemos ficar felizes por termos tido a graça de ter acontecido. Está certo que tantas boas lembranças trazem saudade, mas ainda bem que trazem, não é? Sinal de que elas realmente valeram a pena e que com absoluta certeza, serão para sempre lembradas e terão um espaço reservado em nosso coração.
Não é fácil chegar a uma conclusão, ainda mais quando gostaríamos que essa conclusão fosse absolutamente o contrário, mas às vezes – se não for sempre – ela é fundamental. Nem sempre o que queremos é o melhor pra gente. Complicado é quando o que queremos é o oposto do que é o melhor. Daí complica tudo. Daí fode tudo. Acontece que sempre sabemos o que nos é melhor, o mais adequado, o que devemos ou não fazer. Mas somos um tanto quanto fracos, porque lá no fundo, bem lá no fundo, temos um receio perceptível que não dá pra esconder em tomar as decisões que nos deixará melhores, mas que de vez em quando nos proporcionam momentos felizes.
Possuía amor próprio, mas ainda não havia “sentido na pele” o que de fato ele era. Quando realmente o descobri, percebi que ele é o melhor sentimento que se pode haver. Ele trás paz, tranquilidade, esperança. Acho que ele nos deixa revitalizados. Faz com que o medo, a tristeza, a angústia desapareçam. Sou uma prova viva disto!
Tenho plena confiança e certeza de que as coisas boas acontecem na hora certa e apenas quando têm que acontecerem. Vivi muitas experiências ótimas nesses últimos três anos de minha vida, e de tudo que fiz? Não me arrependo de coisa alguma. Deveria arrepender se houvesse deixado de fazer algo que realmente quisesse. Acho que a vida é feita disto: se arriscar.. se doar… e de forma indiscutível, de viver.
Não guardo mágoa, nem rancor, nem ódio, nenhum sentimento ruim que seja dentro do meu coração. Não sou disso. Sou da paz. Da ternura. Da compaixão. Sou uma eterna amante de sentimentos puros. De almas puras. De criaturas puras. Admiro alguém que se doa, que se permite doar – porque até certo tempo atrás, eu não me permitia – e que de certa forma também se permite receber. Admiro também quem não desiste fácil, aquele que na primeira oportunidade abandona o barco e segue seu caminho. Nós, seres humanos, devemos aprender que o que nos vêm fácil, também se vai fácil. Que o que nos acontece rápido, também acaba rápido. E a graça de possuirmos algo é podermos conquistá-lo de forma dura, de forma com que realmente valha a pena.
Sinto um carinho enorme por todos que fazem parte da minha vida e que por ela já passaram. Sinto saudade, porque é normal sentir saudade de quem se é especial, não é mesmo? Fico demasiadamente feliz quando vejo que estas mesmas pessoas estão bem e também se encontrando em si, numa realidade que realmente seja a realidade e não meras fantasias.
Estou tranquila, consciente, e o mais importante de tudo, de bem comigo mesma e extremamente feliz, até porque este é o verdadeiro plano: conquistar a nossa própria felicidade e sermos nós mesmos donos dela, o motivo para que ela nos habite. Não podemos nos permitir a depender da felicidade de outrem, porque a partir do momento que isto acontecer, a felicidade passa a não ser mais nossa.
Permaneço-me aqui. Sossegada, sorrindo para a vida. Esperando ótimas oportunidades aparecerem para poder agarrá-las sem pensar duas vezes. Se algo que passou realmente tiver que ser meu, voltará. Se não, é porque realmente necessitava ir. Simples assim.”

          Nos enganaram. É isso mesmo. Nem tudo termina em beijo. Quase nada, na verdade. E por que é que insistimos que sim? Talvez eu não devesse atribuir a dúvida a todos nós. Só a mim mesma já esta de bom tamanho.
Faço parte da massa de pessoas viciadas em comédias românticas do tipo água-com-açúcar. Sabe que aqueles filmes podem fazer um mal e tanto? Tudo é sempre tão perfeito, tão maravilhoso! E, claro, no meio do filme há sempre uma crise entre o casal e, no último quarto, no final, tudo começa a se ajeitar. Tudo caminhando para o grande final. O beijo! A câmera fechada no casal se beijando na chuva ou na praia, ou entre as flores.
Ou ainda toas as anteriores ao mesmo tempo. O cara e sempre bonito, gostoso, simpático, sorridente, carinhoso, cheiroso, bom cozinheiro, bem-vestido, inteligente – toas as variáveis existentes. A moça é sempre maravilhosa, determinada, inteligente, bem-humorada, bem-vestida, delicada, meiga, romântica – e todas as outras variáveis existentes. Então, só o que posso concluir é que, afinal, nos enganaram.
Nem todas somos maravilhosas, meigas, determinadas e tudo o mais ao mesmo tempo. E, acreditem, nem todos eles são lindos, gostosos e – ao mesmo tempo – inteligentes, simpáticos e tudo o mais… E aí, como é que fica a vida real? Como é que nos mostram tudo isso e, depois – como se fosse um belo prêmio de consolação – nos dão isso. Acho que acabo de descobrir por que os filmes românticos terminam quando o casal dá o beijo definitivo. É porque, a partir daí, começa a realidade. E eles não vão querer nos mostrar a realidade. Não vende. Daí, por que esses filmes podem fazer um mal e tanto. Ficamos esperando a perfeição. E ela deve ser realmente como nos filmes.   Não aceitamos qualquer amostra barata. E então, um tem mau hálito, outro uma barriguinha, outro usa meia de ursinho, outro é um pouco lerdo, outro usa aparelho, outro gosta do É o Tchan! E, se por acaso vocês saem – se é que se chega a tal ponto – nada de passeios ao luar, velas, beijos debaixo da chuva. No dia seguinte, nada de telefonemas, mensagens ou e-mails apaixonados, nem mesmo – muitos menos – flores. Então, quando parei para pensar nisso, depois de uma maratona de três desses retratos da perfeição, achei que talvez devêssemos nunca mais assistir a eles. Greve às comédias românticas! Mas, no fim, acho que isso não resolveria. Devemos, isso sim, deixar de ser tão covardes. Levantar do sofá, desligar a tv e dar a cara a tapa. É tão cômodo sentar e dizer “nada é bom o bastante para mim” e não correr o risco de se machucar. Nada mais perfeito do que um amor de verdade, com todas as suas falhas e imperfeições. Com todas as brigas, encontros e desencontros, mau hálito e meias de ursinho. Sabe por quê? Porque, no fim, descobrimos que somos perfeitos pelo simples fato de não o sermos!

(Autor desconhecido)

E você: qual destes você vive?

Gostar, apaixonar, amar. Todos podem ser sentimentos complexos a partir do momento em que passamos a complicá-lo. Talvez realmente sejam. O que realmente seria o gostar? Penso que seria algo que vem do coração. Um sentimento sincero, que faz com que nós nos preocupemos com o outro que está a nossa volta. Que faça com que sintamos saudades de determinada pessoa que estamos a algum tempo sem ver. Seria algo que faça com que lembremos de momentos bons e alegres (ruins também, quem sabe) e demos risadas destes. E a paixão, o que seria? Esta no entanto, se assemelha a atração (isso, se ambas não forem sinônimas). Algo que nasce através de um olhar e que cresce de forma inenarrável e surpreendente dentro de nós. Sentimento cúmplice do fogo; quando estamos apaixonados, há uma chama que nos consome, e faz com que nosso corpo esquente: as mãos suam, o corpo estremece, os olhos brilham, não há como negar. Ficamos completamente e definitivamente anestesiados. Nele vivemos uma aventura. Sentimento que na maioria das vezes vem rápido, e se vai rápido, mas as vezes também não, por não ter prazo de validade determinado, mas um fato verídico é que no final, sempre vence; mais cedo ou mais tarde. E o amor, qual seria a definição para este enigmático sentimento? Certamente o mais complexo, quase que indecifrável, porém inconfundível e o mais bonito. Uma comparação para este poderia ser com uma sementinha: você planta, e todos os dias você tem que aguá-la para que esta se desenvolva. O amor portanto é isso: uma semente. Algo que é cultivado aos poucos. Ele nasce da convivência, do saber da necessidade do outro. Dos carinhos, das palavras, dos gestos, das atitudes. Nasce dos sorrisos sinceros e singelos. De ações sublimes e sem intenção alguma. E quando damos por sinal, lá estão as benditas borboletas no estômago, quando vemos justamente aquela pessoa. Bem vindo ao mundo dos que vivem; pois a vida é sentir, a vida é sentimento, a vida é gostar, por mais ou menos intenso que seja: o gostar, apaixonar, amar faz parte da realidade por mais forte ou não. Mas há uma certeza; um dia todos irão levar um sentimento para com uma pessoa até o ultimo dia de sua vida.