Decifra-me ou delete-me.

Ai gente, give me a break. Não me perguntem se estou bem. Não estou para respostas. Não estou para ninguém. Nem para você. Não me venha com esse papo de amigo. Eu conheço meus amigos. Conto nos dedos. São poucos. Lindos. Loucos. Mas são meus. (Não seus). Eu duvido da boa intenção das pessoas. De certas pessoas. Eu sinto um ponto de interrogação no peito quando uma frase soa falsa. Você me soa falso. Entendeu? Ah, não me perguntem a quem me dirijo. A carapuça serviu? Então sirva-se você. A tecla delete está bem a sua frente. Por favor, faça um favor para o mundo. Delete-me. Eu sou o tipo de pessoa que, quando quero bem, quero muito. Se não, esqueça. Não desejo mal a ninguém, pode apostar. Mas não tire meu sossego. Meu sono. Não tire minhas palavras. Não roube o que é meu. Eu só tenho um coração. Sou bondade, vontade e, às vezes, sou leal se quiser. Mas não me confunda, sou boa. Boazinha, jamais! Ah, não mesmo. Tenho cara de menina, mas minha intuição já foi e voltou enquanto você planejava e se distraía com seus cílios grandes. Quer saber? Só não entendo o motivo de tanto esforço. Eu só queria descobrir o que você pretende. Você quer me entender? Eu não sou de entender. Eu sou de amar. De matar. De morrer. Por que você sente prazer em descobrir minha vida? Você não cabe nela. Desculpe, não mesmo. E tudo o que faço pra você é mentira. Sabia? É. Minhas verdades são, para você, deliciosas mentiras que ensaiei. Gostou? Provou o próprio veneno? Sentiu o sabor de invadir? Então alimente-se de você. O sal de fruta é por conta da casa.

Autora: Fernanda Mello

 

 

 

FODA-SE!

Eu vi em algum lugar que não lembro onde, algo como: “Foda-se é resposta e solução pra tudo”… Juro que me perguntei por semanas diversas coisas na qual eu poderia encaixar a palavra foda-se, eu me coloquei em situações que as pessoas poderiam também usar a palavra foda-se e eu achei problemas em que a melhor solução para eles seria a palavra foda-se. Se tu parar pra pensar também vai encontrar diversos foda-se pra tua vida… O cabelo tá ruim? Foda-se. Vai chegar atrasado? Foda-se. Falaram mal de você? Foda-se. Partiram teu coração? Foda-se. Mentiram pra você? Foda-se. Pagou um mico? Foda-se. Fulaninho ou fulaninha que você gosta nem nota sua existência? Foda-se também. Me desculpa ficar aqui falando toda hora foda-se, mas foda-se. Alivia falar foda-se se você nunca percebeu. Eu sei, fica feio, é feio, coisa linda é ler um texto todo bonito, com as mais lindas palavras, mas foda-se, estou aqui tentando descarregar cada peso que tem dentro de mim a cada foda-se que escrevo e leio e tu deveria fazer o mesmo, é bom… Grite um foda-se ou sussurre um foda-se quando algo der errado ou estiver prestes a dar errado e veja a diferença. Então né, foda-se os problemas, foda-se a carência, foda-se o medo, foda-se tudo gente! Ou quase tudo, só não digo pra vocês ligarem o botão do foda-se porquê isso não existe, falam que ligaram ele, mas cá entre nós só estão mentindo… É que vocês sabem, a gente sempre fica na maior banca falando foda-se para tudo, mas no final sempre se importa, no final sempre sobra uma pontinha de ainda querer se importar, sabem? Só que as vezes falar um foda-se e não se estressar por pouco ajuda, ou não, mas foda-se também né?

Autora: Tati Santana

Estou viva, não estou? É isso que importa.

Apesar de todos os deslizes, das quedas, dos erros, aprendemos a seguir em frente. E a cada erro cometido, uma oportunidade de continuar e fazer diferente a partir daquele momento. Não se deve desistir. Isso aprendemos desde cedo, aliás, desde sempre. E é através dessa teoria que crio coragem para me levantar de cada tombo por mais dolorido que ele seja. Já quebrei a cara muitas vezes, mas e daí? Estou viva, não estou? É isso que importa. Levanto-me cada vez mais forte a cada queda que levo. Não é por alguma desilusão amorosa ou decepção em relação a qualquer coisa que desistirei. Pelo contrário! Essa sim é a oportunidade ideal para que possa levantar e dar sequência à caminhada. São essas decepções da vida que nos mostra o quão firmes e fortes somos, apesar de sentirmos que iremos morrer com aquela dor que parece ser uma fincada no peito. Aqueles que passaram por nossas vidas e de fato não nos valorizaram, esqueça-os, ignore-os. A vida é curta demais para ficar chorando pelos cantos lamentando por aqueles que não nos merece nem o pior dos sentimentos, o ódio. Quando encontramos o amor próprio, o altruísmo para com si próprio fica mais fácil analisar as coisas com coerência e até mesmo encontrar pessoas que realmente nos mereça e de fato nos valorizará. Quando aprendermos a nos valorizar, encontraremos pessoas que moveriam montanhas, ou até mesmo atravessariam um oceano por nós. Não é fácil extinguir todas as mágoas do coração, passar uma borracha por cima de todos aqueles momentos e indivíduos (que até pouquíssimo tempo era por demasio especial) que tiveram ações que nos decepcionaram e até mesmo nos fizeram chorar fosse de tristeza ou raiva, mas é algo fundamental para que se viva, para que se conquiste, para que se realize. Somos melhores do que imaginamos, e ninguém precisa se humilhar por algo que não mereça preocupação. A vida é um ciclo, e querendo ou não ela segue sem stop ou replay em qualquer que seja o momento, portanto viva! Não hesite em pular, dançar, gritar! Seja apenas você, e sem olhar para o que passou, pois já diria Dinho Ouro Preto, cantando em sua banda Capital Inicial, são águas passadas, escolha uma estrada e não olhe pra trás. O futuro a Deus pertence, mas nós podemos escolher qual caminho trilhar, quais atitudes cometer e com quais pessoas envolver. Sendo assim, não imponha regras ao coração à felicidade, pois ela pode querer ir embora e esconder-se por tempo indeterminado.

Mas o ciclo continua.

Às vezes me sinto uma ET. Sou subjetiva demais. Aliás, quase todos os meus textos são subjetivos. Coloco tantos pontos finais em tantas orações, e não uma simples vírgula, deixando que o texto discorra livremente. Será que isto demonstra uma real necessidade de começar e terminar tudo rapidamente? Outra minha característica de deixar perguntas não respondidas e conseqüentemente sem lógica alguma. Acontece que é isto que defino minha mera existência: algo sem lógica, sem nexo, sem sentido.  Sou uma adolescente diferente de  tantas outras que existem por aí. Isso me deixa um orgulho de ser “especial”, mas pra ser sincera, acho que nem deveria. Esse meu especialismo (acabem de conhecer outra de minhas inúmeras características: adoro neologismos) é apenas ilusório. Não sei como posso gabar-me de ser especial em tal fato. Como sou ingênua. Ou apenas engano-me tentando ser. Seria eu ser especial de tantas outras adolescentes por ser tão confusa e não saber decifrar meus sentimentos? Ou seriam essas características de tantas outras adolescentes? Confuso. Mas o que acontece é que involuntariamente, sem nem ao menos perceber, sempre acabo colocando pontos finais em todos os momentos de minha vida, assim como nos meus textos. Acho que a gente se acostuma com isso e acaba utilizando em toda e qualquer situação, seja em situações reais ou fictícias (ou transcritas ao papel). Sinto-me uma criatura de outro planeta, um ser extragaláctico, ou senão, quem sabe, uma criatura de outro lugar perdida em um mundo que não me pertence. Sou um pouco quanto inusitada. Tantas vezes pensei estar experimentando de um sentimento que é tão comum a tantas e tantos adolescentes, adultos, velhos, sei lá qual geração, mas não passava de algo criado por mim, que eu alimentava de forma inconsciente, errada e precipitada. Acontece que eu nunca amei de verdade. Já se passaram tantas paixões platônicas por minha curta história de vida, e todas foram tão passageiras. A maioria não correspondida, outras poucas correspondidas, mas bastava outra pessoa aparecer pra ser a próxima vítima de meu coração fútil. Todos que vinham, iam da mesma forma: de uma vez. Acho que me tiraram a oportunidade de conhecer alguém de verdade. De saber o que é estar ao lado de alguém, de ser companheiro, cúmplice. Alertaram-me tanto, mostraram-me tanto sobre a maldade que há no mundo, nas pessoas, que hoje tenho medo de seguir minha vida. Tenho medo de dar um passo em falso, de cair, me machucar.  Tenho medo de arriscar, de errar e não conseguir me recuperar. É frustrante saber que terei que tomar decisões, e que mais cedo ou mais tarde terei de seguir com minha vida, com uma realidade, que terei de escolher qual caminho trilhar, com quais pessoas envolver. Sei que nada por mim fizeram pensando e visando meu mal, mas ao contrário, tudo o que a mim foi dito, foi nas melhores das intenções, para que eu me tornasse uma pessoa melhor, desconfiada às coisas erradas que há nesse mundo medíocre em que vivemos. E sei que conseguiram o que desejavam. Hoje tenho orgulho de ser quem eu sou, uma pessoa honesta, que defende o direito que cada um tem de ser quem realmente é, que não suporta falsidade e todas aquelas coisas que fazem pessoas seres depreciativos. O ciclo continua. Apesar de tudo não me canso de esperar, pois sei que de alguma forma nada é em vão e nada acontece por acaso. Confio em Deus e em mim. Sei que há alguém especial me esperando, assim como espero tanto por esta pessoa. Ninguém que de fato me ame, principalmente Deus, irá me magoar, mas ao contrário, estarão comigo sempre e me apoiarão em minhas decisões por mais difíceis que sejam. O que tiver de ser, será, e nada nem ninguém mudará ou escreverá sobre as escritas de nosso Pai.

Mas ela é complicada demais…

É que às vezes bate uma saudade, mas na grande maioria das vezes ela nunca sabe decifrar o por quê daquele bendito sentimento. Ela é bipolar. Quando está feliz, torna-se triste em um simples piscar de olhos. Acho que ela sente falta de pessoas, datas e momentos que marcaram a vida dela. Ela é tão determinada, sabe o que quer dar prioridade à vida dela, mas ao mesmo tempo, é tão indecisa. Acho que ela tem medo de ser envolver. Medo do desconhecido, de enfrentar situações novas, pessoas novas. Medo do que falarão, do que pensarão. E é por essa insegurança toda que ela deixa de arriscar. Deixa de agir e tomar atitudes que ela gostaria de tomar. Ela não sabe se escuta o coração, ou a razão, ou as pessoas que estão à volta dela. Ô garotinha complicada ela. Ela adora deixar tudo subentendido. Ela adora provocar mistério e deixar um clima de curiosidade pairando no ar. Acho que pelo fato dela viver cheia de curiosidades e mistérios, adora usar isso para com os outros. Ela é recíproca demais. O que os outros proporcionam a ela, ela faz questão de retribuir. Mas não, ela não é uma pessoa má. Ah, ela é uma pessoa tão boa, tão meiga, tão carente. Isso! Acho que encontrei a palavra certa! Ca-ren-te! Esta é uma palavra que pode descrevê-la bem, pois é devido a esta carência tão excessiva, que ela fica aí, agindo como age, envolvendo-se com quem envolve, e tornando-se demasiadamente envolvida por seus príncipes encantados, (ou seriam sapos)?

Ciência parasita.

     Dos primórdios até os dias atuais, os costumes e crenças de gerações antigas são passadas às atuais, fazendo com que os mesmos se mantenham vivos, preservando uma ideologia. Esses costumes que são trazidos de décadas (ou até mesmo séculos) atrás, são denominados senso comum.

     O senso comum é necessário e fundamental na vida de todos, sem excessão, uma vez que é deste que todas as experiências são formuladas e executadas. Além de ser necessário e fundamental, é também presente o tempo todo e em qualquer lugar, pois independentemente do lugar para que nos dirigimos, há algo que se liga direta ou indiretamente com estas crenças.

     Além do senso comum, há a ciência que se caracteriza como tudo aquilo que é comprovado. Na ciência não há suposições e nem subjetividade; tudo é estudado para que seja mostrado como fato verídico, com maior objetividade possível.

     A ciência é parcialmente dependente do senso comum; não há como estes dois romperem laços e ligações, já que a ciência necessita de suposições para que a teoria comprove ditos e se tornem fatos. Sendo assim, se os costumes fossem inexistentes, não haveria o que pesquisar para garantir melhora à vida de toda a sociedade.

     Não devemos então, deixar que o senso comum se fragmente, tornando-se cada vez mais ausente nesta e em futuras gerações, pois são atitudes como estas que valem uma ciência.